1. Para onde vai a energia gerada pela UHE Lajeado?
R - A energia gerada pela UHE Lajeado é disponibilizada, na Subestação de Miracema, ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de transmissão de energia elétrica. A operação deste Sistema é comandada pelo ONS - Operador Nacional do Sistema. Como energia elétrica não é um produto que se possa guardar, a venda é feita mesmo antes de ela ser gerada, através de compromissos de compra feitos por contratos com muito tempo de duração. Ela é vendida para várias companhias distribuidoras, que retiram a energia do Sistema Interligado.
2. Os municípios que tiveram suas terras cobertas pelo lago da usina recebem ICMs?
R - Não é ICMS que os municípios recebem e sim uma Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos. A Investco recolhe à Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica -, 6,75% do valor da energia produzida. Desse valor, 0,75% ficam com a ANA- Agência Nacional de Águas -, e os 6% restantes são assim distribuídos: 10% para a União, 45% para os Estados do Tocantins e de Goiás, e 45% para os municípios do Tocantins e de Goiás. Os municípios do Tocantins que recebem compensação financeira são: Miracema, Lajeado, Palmas, Porto Nacional, Brejinho de Nazaré, e Ipueiras, Aliança do Tocantins e Santa Rosa do Tocantins. Os valores são de conhecimento público, disponíveis no site da ANEEL.
Já o ICMS é cobrado através da conta de energia elétrica da concessionária local, pois trata-se de um imposto que é cobrado onde se realiza o consumo do bem. Cada consumidor pode ver na fatura de energia elétrica de sua residência o ICMS que paga pelo seu consumo. A concessionária local arrecada e repassa estes valores para a Fazenda Estadual.
3. Tem como guardar a energia que sobra da usina?
R - Não, à medida em que a energia vai sendo gerada , vai sendo consumida.
4. Quantas unidades geradoras instaladas e em operação existem na UHE Lajeado?
R - São cinco unidades geradoras instaladas e em operação. Cada uma delas tem 180,5 MW (megawatts) de potência.
5. Qual o nível normal operacional do lago para geração de energia da UHE Lajeado?
R - O nível da água para operação, junto à Usina, está na cota 212,00m. Isto significa que o nível da água do reservatório, junto à Usina, está 212,00 metros acima do nível do mar. Por questões operacionais é possível uma pequena variação neste nível, entre um mínimo de 211,50m e um máximo de 212,30m.
6. Qual foi a primeira turbina a entrar em operação comercial e a sua data?
R - A Unidade Geradora 1 foi a primeira a entrar em operação, no mês de novembro de 2001, e no dia 1o de dezembro de 2001 foi iniciada a operação comercial da Usina.
7. Quanto a UHE gera de energia?
R - Com potência instalada de 180,5 MW por unidade geradora, a UHE Luis Eduardo Magalhães tem uma potência instalada total de 902,5 MW. Esta potência instalada permite a geração de aproximadamente 4.600.000 megawatts-hora por ano, em função da disponibilidade média de água no rio Tocantins.
8. Como é que se faz para transformar a água em eletricidade?
R - A água é represada e "forçada" a passar pela turbina, que na verdade é como se fosse um enorme ventilador. Quando a água passa pela turbina, essas "pás" do "ventilador" giram muito rápido criando um campo magnético no gerador que está acoplado a elas. É ali que nasce a energia elétrica que é enviada, imediatamente após sua geração, para a estação de elevação (subestação), para transmitir essa energia em alta tensão (no caso 500 mil Volts ) em linha de transmissão, até a subestação do Sistema Interligado em que será efetuada a conexão da Usina (no caso S.E. Miracema). Dali a energia segue para as cidades e é recebida por outras subestações onde a voltagem é rebaixada novamente para ser distribuída para linhas que vão até os centros de consumo. Localmente, elas passam por transformadores que, mais uma vez, rebaixam a tensão para que ela chegue até a casa dos consumidores na tensão de 220 Volts.
9. A usina funciona 24 horas? É possível desligar a Usina? O que aconteceria?
R - Sim. A operação da usina funciona sem parar em esquema de turnos que trabalham por 24 horas. Em caso da Usina ter que ser desligada, como a UHE Lajeado opera a "fio d'água", ou seja, não acumula água e o nível d'água é praticamente constante, toda a água que chegar à Usina passará pelo Vertedouro, e o rio Tocantins continuará no seu fluxo normal.
10. Qual a vazão da UHE Lajeado?
R - A vazão depende da energia que está sendo gerada, ou seja, da energia que o sistema elétrico brasileiro está precisando consumir. A vazão máxima por turbina é de 650 m3 (metros cúbicos) por segundo. O que ocorre é podem acontecer variações durante o dia, com maior geração (e maior vazão) nos horários de pico de consumo ou por necessidade do próprio Sistema Interligado. Mas, em média, toda a água que chega à Usina passa para rio abaixo, pois como já explicado, a UHE Lajeado opera a "fio d'água".
11. Não tem perigo da barragem estourar?
R - Uma barragem deste porte é muito segura. Vários instrumentos são colocados para fazer a supervisão dela, e medições são feitas diariamente, além das inspeções rotineiras.
12. Qual o nome correto da Usina: UHE Lajeado ou Luiz Eduardo Magalhães?
R - Ambos os nomes são corretos. A Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães é comumente chamada UHE Lajeado.
13. Quais as medidas do lago?
R - A extensão do lago é de 172 quilômetros, em linha reta, a área total é 630 quilômetros quadrados (considerando espelho d'água plano, na cota 212,00m), e a profundidade média está em torno de 8 metros.
14. Qual o procedimento para visitas?
R - O pessoal da usina tem grande satisfação em receber visitantes que queiram conhecer como se produz eletricidade de origem hidráulica. As visitas devem ser agendadas previamente através do telefone (63) 3311-3316 ou pelo e-mail uhe.lajeado@uhelajeado.com.br.
15. A usina não atrapalha os peixes que querem subir para o lago?
R - Não. Conforme consta no Projeto Básico Ambiental nº 11- Conservação da Fauna de Peixes -, foi construída uma escada de peixes para que eles possam subir o rio durante a época de reprodução, chamada Piracema. Diversos monitoramentos e estudos vem sendo realizados com o objetivo de aprofundar o conhecimento do comportamento da fauna íctica após a implantação da Usina.
16. Pode-se pescar na escada de peixe e próximo da usina?
R - Não. Além da proibição pelos órgãos ambientais (NATURATINS, IBAMA e CIPAMA), estes locais são perigosos. Bóias e placas de advertência são colocadas acima (lago) e abaixo da usina, informando desta proibição.
17. Que tipo de tratamento as famílias que moravam na área alagada receberam?
R - Muitas famílias chegaram a receber mais de um tipo de tratamento pois possuíam mais de um terreno. Na área urbana, as 1.767 famílias receberam 2.394 tratamentos, distribuídos em: indenizações, reassentamentos, permutas, relocações, alugueis e outros tratamentos. Já na área rural, 2.234 famílias receberam 2.627 tratamentos, distribuídos em indenizações, permutas, reassentamentos, relocações e outros tratamentos.
18. Se a energia gerada pela UHE Lajeado é suficiente para atender a necessidade do Estado hoje, por que ela é considerada "cara" pelos consumidores?
R - A densidade demográfica do Tocantins é baixa exigindo grandes investimentos para se levar energia aos mais distantes povoados. Isto faz com que os custos com infra-estrutura operacional de energia no Estado sejam elevados. Além disso, o consumo não é muito elevado em relação ao restante do Brasil.
19. Por que não construíram uma pista para os carros passarem sobre a Usina como fizeram em outras barragens, facilitando assim a travessia sobre o Rio Tocantins?
R - O projeto original da Usina não previa construção de uma pista sobre a barragem porque esse tipo de construção demandaria um outro tipo de investimento que poderia inviabilizar economicamente o empreendimento. Há também a questão de segurança das instalações da Usina que necessitaria de um aparato muito mais efetivo, pois trata-se de uma área considerada de Segurança Nacional.
20. O que pode ocorrer com a Usina se acontecer uma grande enchente?
R - O projeto da Usina foi feito pensando em diversas situações variáveis, mesmo que remotas de acontecer. Tanto as instalações e equipamentos de segurança como as pessoas que lá trabalham estão preparadas para evitar que grandes enchentes possam provocar danos à Usina e à comunidade.
21. Qual a vida útil da barragem? O que acontece depois?
R - A vida útil da barragem depende da manutenção e cuidados que são dedicados a ela. A equipe de manutenção da Usina trabalha dentro das mais rígidas normas para garantir a integridade física das instalações e a segurança do empreendimento. No Brasil já existem usinas atingindo 100 anos de vida útil.
22. O que a Investco diz a respeito das Macrófitas?
R - As macrófitas são plantas típicas de reservatórios em geral, principalmente em locais de pouca circulação de água e grande incidência de luz. Elas fazem parte do ecossistema local e são muito importantes na cadeia produtiva da flora e fauna aquática servindo como berçário seguro para várias espécies de peixes. Estudos científicos comprovam que elas não causam mal algum ao ser humano.
23. Por quanto tempo a Investco operará a Usina? Após o término da concessão quem poderá requerer a geração?
R - A Investco tem concessão para operar a UHE Luis Eduardo Magalhães por um período de 35 anos. Findo este prazo, o contrato de concessão pode ser renovado ou não com a Investco, a critério exclusivo do Poder Concedente, que é a União.