Apoio à pesquisa
Projeto NEGO D' ÁGUA

O Projeto Nego d' Água tem como objetivo consolidar e promover a gestão integrada dos recursos naturais do reservatório da Usina de Lajeado, visando aumentar a vida útil do reservatório e garantir a qualidade de vida dos habitantes da região. O trabalho será realizado em uma área de 4 milhões de hectares em seis municípios de influência, totalizando mais de 300 mil pessoas indiretamente envolvidas e será executado em 4 anos pelo conjunto das organizações envolvidas. O Projeto é uma iniciativa da TNC (The Nature Conservancy), GAIA (Associação de Conservação do Meio Ambiente e Produção Integrada de Alimentos da Amazônia), FACTO (Faculdade Católica do Tocantins) em parceria com o MPE-TO (Ministério Público do Estado do Tocantins), com apoio financeiro da Investco e Celtins.
O componente 3 do Projeto Nego d' Água, de responsabilidade da GAIA, tem como foco sensibilizar e orientar as pessoas para o uso sustentável do lago e seu entorno através da capacitação de jovens, administradores públicos municipais e estaduais, estudantes e população em geral para participar ativamente na gestão do lago. O que se quer é incentivar e desenvolver sistemas inovadores de manejo dos recursos naturais e fortalecer as organizações de base para a gestão desses recursos. Visa também criar uma articulação social para a recuperação de pontos de degradação do lago.
O forte desse componente é a implantação de um barco escola que possa servir como base para capacitações e ponto de apoio para implantação de atividades produtivas sustentáveis, realização de controle ambiental e instrumento para a coleta de material para a realização de pesquisas ligadas à ictiofauna, liminologia dentre outras.
Resgate Arqueológico/NUTA
A construção da Usina de Lajeado permitiu que, pela primeira vez, se fizesse um estudo sobre todo o patrimônio arqueológico da região. Em seis anos de pesquisa, de 1998 a 2003, a Investco promoveu o resgate arqueológico dos sítios mais significativos do Estado na área de influência do reservatório. Durante as pesquisas e o resgate, foram cadastrados mais de 300 sítios arqueológicos de vários tipos: líticos, cerâmicos, abrigos, históricos e gravuras rupestres. O material encontrado é de uma relevância ímpar, tendo sido objeto de 5 trabalhos de pós-graduação, o que permitiu o aprofundamento científico sobre o passado histórico do Tocantins.
O acervo coletado durante as pesquisas, que foram realizadas pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), retornou ao Tocantins sob a guarda do Núcleo de Estudos Arqueológicos (NUTA), da Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS), instalado em Porto Nacional com infra-estrutura e equipamentos adquiridos pela Investco.